terça-feira, 15 de março de 2011

Poesia de Margarida Morgado


Poesia e Música
Dia 20 de Março - Domingo - 17,00 horas

Apresentação de CD de Poesia de Margarida Morgado

Tarde Musical
Com Nuno do Ó
e
Grupo de Música de Intervenção “Levante”


domingo, 13 de março de 2011

Dia 19 de Março - 16 horas - Teatro


Dia 19 de Março
Sábado
16 horas

“BODA DOS PEQUENOS BURGUESES”
de Bertold Brecht
pelo Grupo Cénico da SOIR Joaquim António de Aguiar 
com encenação de João Bilou

Elenco
A Noiva ..... Patrícia Pereira

O Noivo Pedro .... Branco

Mãe do Noivo  .... Paula Vidigal

O Pai da Noiva  ....Jorge Lourido

O Senhor  ............ Rodrigo Pinto

A Mulher do Senhor ..... Maria Rosmaninho
O Amigo do Noivo  ....... Duarte Guerreiro

A Irmã da Noiva  ........  Célia Dias
O Jovem vizinho ........... João Barreiros

Ficha Técnica:
Encenação e dispositivo cénico – João Bilou

Desenho de luz e Direcção de montagem – Pedro Bilou

Banda sonora e operação de luz e som – Fernando Dias

Construção de cenários e adereços – António Canelas

Cartaz e programa – Pedro Palma

Sinopse:
A noiva que mal consegue disfarçar a gravidez e o noivo, orgulhoso de ter construído, sozinho, toda a mobília, celebram em família o seu casamento. A boda desenrola-se segundo  regras postiças de um cerimonial padrão, que impõe um tratamento semelhante a todos os casamentos, indistintamente da origem e vontade própria de quem os celebra. O modelo vigente é o da alta burguesia, à qual os noivos não pertencem, mas a que anseiam, pelo menos uma vez na vida, ascender. O jogo do faz de conta, alimentado anos à fio por sonhos e revistas cor de rosa, tem então lugar. Depois da igreja, a boda – a feira da vaidade – onde o vinho e a crueldade, embriagantes, aceleram o desagregar das relações e as despedaçam, como aos moveis, feitos e desfeitos, como os sonhos. A celestial felicidade, foi sol de pouca dura, ficando a nu a verdadeira motivação e estatura das personagens, as quais constatando que não correspondem à imagem que queriam que os outros tivessem sobre si, extravasam o papel de membros de família ou de amigos bem comportados, que fingem amar – se, para sordidamente, darem largas à maldade e ao ódio que lhes mitigue a solidão. Do idílico sonho, de dois seres que se amam, apenas ficam os restos das flores no altar, dos moveis e do vinho nos copos.


quinta-feira, 10 de março de 2011

10º ENCONTRO DE TEATRO DE AMADORES

A Direcção da Sociedade Recreativa e Dramática Eborense convida todos os nossos associados e amigos a assistir à representação das peças de teatro que irão abrilhantar o nosso 10º Encontro de Teatro de Amadores a realizar na sede da nossa colectividade.
Contamos convosco

10º Encontro de Teatro de Amadores - 2011


Dia 12 de Março – Sábado – 21,30 horas
“OS PATRÕES”
pelo Grupo Cénico do Sport Império Marinhense
Comédia urbana de Paulo Dumaresq – Encenação de Cesário Ribeiro  

 Dia 19 de Março – Sábado – 16 horas
“BODA DOS PEQUENOS BURGUESES”
pelo Grupo Cénico da SOIR Joaquim António de Aguiar 
de Bertold Brecht – Encenação de João Bilou


Dia 21 de Março – Segunda-feira – 21,30 horas
“ROBIN DOS BOSQUES”
pelo Grupo Cénico Temporal
Encenação de Manuel Piçarra  


Dia 23 de Março – Quarta-feira – 21 horas
Colóquio – “O TEATRO AMADOR EM ÉVORA” – Testemunhos


Dia  26 de Março – Sábado - 21,30h e
dia 27 de Março – Domingo - 16 horas
“TEMPOS MODERNOS”
pelo Grupo Cénico da Sociedade Recreativa e Dramática Eborense
de Olga Alves Guerra – Encenação de José Saloio 


Entrada Livre

As Brincas do Rancho Flor do Alto Alentejo na SRDE




E a seguir...

A QUARESMA


Quaresma é o período de quarenta dias que antecipam o Domingo de Páscoa, durante o qual se comemora a ressurreição de Jesus Cristo, que segundo a Igreja, passou quarenta dias no deserto, em jejum e oração, como preparação para a vida pública.
A Quaresma começa na quarta-feira de cinzas e termina na chamada Quinta-Feira Santa, data da celebração da última ceia de Jesus Cristo com os doze apóstolos. Após a Quaresma, inicia-se o chamado Tríduo Pascal, que finda no Domingo de Páscoa.
Na prática, o tempo de Quaresma são quarenta e sete dias, já que de acordo com o Cristianismo, o domingo, dedicado já como dia do Senhor, não é contado durante a Quaresma.
Durante a Quaresma, a Igreja convida os fiéis a um período de penitência e de meditação, através da prática do jejum, da esmola e da oração, como preparação para o Domingo de Páscoa.
Qual a origem da Quaresma? Em 313 da era cristã, o imperador romano Constantino, promulgou o Édito de Milão, que declarava a religião Cristã como legal e dotada de plena liberdade, ao mesmo tempo que anulava o vínculo até então existente entre o Estado Romano e a Religião pagã. Como consequência desse Édito, os templos e outros bens imóveis confiscados aos cristãos, foram devolvidos. Multidões de pagãos quiseram então entrar na Igreja. Foi assim que no séc. IV d. C, a Igreja criou a Quaresma.
O período de três dias que precedem a Quaresma é conhecido porEntrudo (Do latim introitus-us, entrada, começo) ou Carnaval (Do francês carnaval, do italiano carnevale, de carnelevare, retirar a carne) e nele decorrem alegres brincadeiras e festas populares, que assumem múltiplas formas.
Apontado por muitos como tendo uma remota origem pré-cristã, o Carnaval assumiu importância no séc. IV d.C., quando a Igreja Católica, estabeleceu a Semana Santa antecedida dos quarenta dias da Quaresma. Um período de tão longa penitência e privações, incentivaria a realização de festas populares nos três dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. Os três dias de Carnaval são conhecidos por dias gordos, especialmente a Terça-feira gorda.

ONOMÁSTICA E ALCUNHAS ALENTEJANAS
onomástica portuguesa não permite que alguém tenha como nome próprio, “Carnaval” ou “Entrudo”. Permite todavia que alguém, homem ou mulher use o nome “Quaresma”, como segundo elemento do nome, podendo até o termo “Quaresma” ser pronome de família. [4] [6] Todavia o sábio povo alentejano soube tornear o problema, através da atribuição de alcunhas alentejanas: São conhecidas as seguintes:
- CARNAVAL – O visado nasceu em dia de Carnaval (Redondo e Castro Verde). [13]
- ENTRUDO – Alcunha atribuída em Reguengos de Monsaraz. [13]
- ENTRUDO CASTELHANO - alcunha aplicada em Moura. [13]
- QUARESMO(A) - alcunha outorgada em Avis e Grândola. [13]

TOPÓNIMOS E CALÃO
São desconhecidos topónimos [3] e praticamente desconhecidos termos de calão, tendo por base as palavras “Carnaval”, “Entrudo” e “Quaresma”. [7][9][10][12][14]. Todavia, o termo “Carnaval” é sinónimo de orgia [2] e designativo de tudo o que dá para a galhofa. [15] Por sua vez, no calão transmontano, “Entrudo”, designa uma pessoa gorda. [15]

SUPERSTIÇÕES POPULARES
São significativas as superstições populares relativas ao "Carnaval" e à "Quaresma". Destacamos algumas:
- “Não se deve fiar na Terça-Feira de Carnaval, porque isso seria fiar as barbas ao Entrudo. Se alguém fosse visto fazendo isso em tal dia, não passaria sem ver a roca e o fuso queimados.“ [17]
- “Na Quarta-Feira de Trevas não se deve fiar depois do pôr-do-sol, porque foi então que os Judeus fiaram as cordas com que prenderam Nosso Senhor Jesus Cristo.” [17]
- “É bom em Quarta-Feira de Trevas pôr um ferro sobre a ave que choca ovos, para que estes não gorem.” [17]
- “Desde Quarta-Feira de Trevas até à hora da Ressurreição de Sábado d'Aleluia não se deve secar roupa porque ela apareceria com pintas de sangue.” [17]
- “É um preservativo para afugentar as trovoadas, queimar palma benta em Domingo de Ramos e espalhar o fumo pela casa.” [17]
- “Quando fazem trovões, para que não aconteça mal algum, é bom acender um coto de vela, que tivesse estado aceso nalguma igreja em Quinta-Feira ou Sexta-Feira Santa.” [17]
- “No Sábado de Aleluia, é bom furtar-se água da pia de baptismo de uma igreja; três gotas desta água deitadas no comer livram de feitiços a quem as toma, mas há-de ser depois de o comer ser tirado do lume, porque antes é pecado.” [17]

quarta-feira, 9 de março de 2011

Dia 12 de Março - Sábado - 21,30 h

Peça de teatro

Os Patrões

Sinopse: 
A peça é inspirada na comédia de costumes burguesa que tem como objectivo avivar o debate secular da luta de classes entre empregado e empregador não descurando a condição humana das personagens. O conflito tem início quando a empregada doméstica descobre que a patroa mantém um relacionamento amoroso com o motorista da casa, adicionando-se ainda uma suposta gravidez da filha adolescente dos donos da casa. Revoltada com o tratamento dado pela patroa a empregada doméstica começa a chantagear a patroa com o intuito de conquistar o marido desta! A partir daqui a trama assume proporções inusitadas com a instalação de um "verdadeiro campo de batalha" na mansão dos Boaventura que inclui a tentativa de assassinato da própria empregada doméstica. 

10º Encontro de Teatro de Amadores


Dia 12 de Março – Sábado – 21,30 horas
“OS PATRÕES”
pelo Grupo Cénico do Sport Império Marinhense
Comédia urbana de Paulo Dumaresq – Encenação de Cesário Ribeiro

Entrada Livre

Assim foi o Carnaval na SRDE