sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

CARNAVAL


Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleães, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio e Helsínquia, capital da Finlândia.
O carnaval do Salvador está no Guinness Book como a maior festa de rua do mundo. Em 1995, o Guinness Book declarou o Galo da Madrugada como o maior bloco de carnaval do mundo.
História e origem
A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" do grego significa carne e "valles" significa prazeres.
Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras), último dia antes da Quaresma. Nos Estados Unidos, o termo mardi gras é sinónimo de Carnaval.
O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de Dezembro. Todas as actividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.
No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao carácter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato actual.
Cálculo do dia de Carnaval
Todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da data da Páscoa, com excepção do Natal. Como o domingo de Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do Outono (no hemisfério sul), e a sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Serão Musical




P’lo Grupo TEMPORAL
Da Escola Secundária Gabriel Pereira – Évora



Dia 26 de Fevereiro
Sábado - 21,30 horas


Entrada para associados, familiares e acompanhantes

sábado, 19 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Poesia e música


Por motivos de saúde da nossa amiga Margarida Morgado não é possível a apresentação do seu CD de poemas, que estava prevista no próxima sábado dia 19, no salão da colectividade.

Será adiado para o mês de Março em data a anunciar.

A nossas melhoras à Margarida.

Aqui deixamos um poema integrado  no CD

Os Heróis da planície


atravessaram a fome
                                                      a sede
                                                                        o frio
o calor abrasador
e celebraram o pão nosso de cada dia a cantar
ao desafio com as cigarras
quebrando o silêncio da vida a germinar
antes do nascer do Sol saíam
das casas onde dormiam
desesperança dos dias melhores
bom dia
diziam à vida com quem repartiam
caminho
                  rego para ceifar
                                                      o  que deus queira
na ida para a monda do seu mar
olhavam a manhã vinda da noite
no horizonte que se acendia
trazia consigo a luz do dia
iluminando a paisagem
feita por suas mãos
e de si para si diziam
louvado seja o senhor

Margarida
Évora, 25/01/2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Dos nossos Jograis

O PASSEIO DE SANTO ANTÓNIO

Saíra Santo António do convento
a dar o seu passeio costumado
e a decorar num tom rezado e lento
um cândido sermão sobre o pecado.
Andando, andando sempre, 
repetia o divino sermão piedoso e brando
e nem notou que a tarde esmorecia,
que vinha a noite plácida baixando
...................................................................

O luar, um luar claríssimo nasceu.
Num raio dessa linda claridade,
o Menino Jesus baixou do céu,
...............................................................
Perto, uma bica de água murmurante
juntava o seu murmúrio ao dos pinhais.
Os rouxinóis ouviam-se distante.
O luar, mais alto, iluminava mais.
De braço dado para a fonte vinha
um par de noivos todo satisfeito.
Ela trazia ao ombro a cantarinha,
ele trazia o coração no peito !
Sem suspeitarem de que alguém os visse,
trocaram beijos, ao luar tranquilo.
O Menino, porém, ouviu e disse:
- Ó Frei António, o que foi aquilo?
O Santo, erguendo a manga do burel
para tapar o noivo e a namorada,
mentiu com a voz doce como o mel:
- Não sei que fosse. Eu cá não ouvi nada...
Uma risada límpida e sonora vibrou, 
em notas de oiro pelo caminho.
-Ouviste ,Frei António ? Ouviste agora? 
-Ouvi, Senhor, ouvi. É um passarinho... 
- Tu não estás com a cabeça boa!
Um passarinho a cantar assim?
E o pobre Santo António de Lisboa calou~se, 
embaraçado, mas por fim corado, 
como as vestes dos cardeais,
achou esta saída redentora : 
- Se o Menino Jesus pergunta mais,
queixo-me a sua Mãe, Nossa Senhora .

***
Augusto Gil

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011